UNISAL
EDUCAÇÃO INCLUSÃO E SUBJETIVIDADE
Mestranda: ROSANA BATISTA VIEIRA NEVES
ESTUDOS SOBRE INCLUSÃO
Norma Silvia Trindade De Lima
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A vigência de paradigmas positivistas, mecanicista e assistencialistas da instituição que cuida de pessoas com Deficiências Mentais, produz uma contradição entre o discurso e sua prática efetiva, que ao tratar o sujeito como objeto, pautando as relações interpessoais nos aspectos patológicos, torna-se antiterapêuticos e ineficientes, visto que não priorizam o desenvolvimento do potencial criativo e tão pouco oportuniza estes sujeitos a interagirem com o meio a qual está inserido.
Ressalta-se aqui a necessidade de transformação do perfil institucional asilar, transformando-se em parceiras do movimento inclusivo, apoiando as escolas de ensino regular para a efetivação da inclusão, tornando-as incondicionalmente aberta para todos, emerge aqui a relevância do papel das subjetividades, envolvendo necessariamente âmbitos pessoais, subjetivos e identitários dos sujeitos.
No que diz respeito a algumas das dificuldades na implementação da educação inclusiva envolviam a subjetividade dos professores, que a Escola e papel social são abalados pela proposta inclusiva, onde paradigmas e pilares identitários, referências estabilizadas, rígidas e resistentes por outra concepção de mundo, se encontram desatualizados e ineficientes diante da intensidade e da velocidade de transformações que a contemporaneidade provoca e demanda.
Revela-se então uma profunda crise da identidade do professor e seu papel é profundamente abalado frente à perspectiva de uma escola aberta às diferenças, na medida em que a inclusão demanda uma mudança de paradigmas, em razão das complexas transformações em concepções e procedimentos escolares. Queiram ou não os educadores são co-atores, co-autores e também, co-produtores de identidades, e manejos e procedimentos educacionais definem critérios de inserção e/ou exclusão escolar, assim como padrões de relacionamento interpessoal, produzindo processos de subjetividade e de construção de identidade, compreendendo-se que a missão do ensino não se esgota na transmissão do saber.
Por analogia, a autora evoca os processos de subjetividade e construção de identidades engendrando nos contextos educacionais, conforme as possibilidades e qualidade de interação e as interpelações sociais.
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