quarta-feira, 15 de junho de 2011

A PRODUÇÃO SOCIAL DA IDENTIDADE E DA DIFERENÇA

Neste, o autor traz a definição da identidade sendo “aquilo que se é”. Então o que dizemos o que se é identidade e o que não se é, torna-se a diferença. Então por esse raciocínio, a identidade e a diferença estão em estreita dependência sobre os aspectos conceituais. E a diferença só tem uma característica de valor relevante quando compreendido sua relação com a identidade. Ainda, a diferença quando considerada como um produto derivado da identidade, constato a diferença como ato ou como um processo de diferenciação. A identidade e a diferença não são fenômenos naturais e sim são produzidas através de um mundo cultural e social. Outro fator importante de ser apontado sobre a questão de significação, o signo acaba sendo uma ilusão para que o signo funcione como tal. O que percebo é que a identidade e a diferença não são concretas e sim edificadas, indeterminadas e instáveis quanto a linguagem da qual dependiam. No que se refere a identidade e diferença na relação de poder, comparo como vetores que impulsionam na disputa de poderes. O eixo destes, estão em estreita conexão nas suas relações. Então, sem sombras de dúvidas, onde existe diferenciação, ou seja, identidade e diferença, aí está presente o poder. A identidade e diferença se traduzem em cadeias sobre o que é normal ou não, incluso e excluso, bom e mal, nós e eles... O texto aposta ainda, como “filosofia da diferença” sendo a diferença do múltiplo e não do diverso, traz para a minha vivencia tudo o que eu não consigo ser, quando uso a diversidade, ou seja, “sou mais um e nada mais para oferecer” (este eu não consigo SER). Quando da multiplicidade, percebo que meu “eu” tende sempre para esse “eixo” e não consigo ser estático, inerte e estéril (diversidade) e sim, proliferativo e ativo.

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