terça-feira, 10 de maio de 2011

Tecnologias do eu e Educação

Olá, gente.
amanhã, será a vez do texto de Larrosa, tecnologias do eu e educação.
espero que tenham se divertido com a leitura.
abs.

5 comentários:

  1. O homem é um ser que pode se autointerpretar. O que viemos a ser, o que fazemos e como somos tem a ver com como interpretamos a nós mesmos, é algo singular.
    É na própria observação, narrativa, interpretação e julgamento que o sujeito se constitui historicamente.
    As práticas pedagógicas oportunizam lugares de mediação onde o sujeito é capaz de desenvolver sua autoconsciência e autodeterminação e devem servir de espaços de produção de experiências de si.
    Segundo Jorge Larrosa, “A criança produz texto. Mas, ao mesmo tempo, os textos produzem a criança.” Sendo necessário para que isso possa ocorrer que seja permitido seu autoconhecimento, através de possibilidades dela se relacionar, para descobrir-se e descobrir que há diferenças entre as pessoas e ser capaz de elaborar sua própria identidade.
    A formação de professores é um espaço pertinente para a resignificação da educação, onde o professor, através de reflexões pode chegar a uma transformação de sua prática pedagógica pela sua transformação pessoal. Para tanto é preciso que seja problematizado e explicitado a construção de sua identidade pessoal em relação a vida profissional do professor.
    Trata-se de tranformar a própria subjetividade do professor, evidenciar e fabricar seu próprio duplo, podendo ver-se, dizer-se e julgar-se, para que profissionalmente ele possibilite através de suas práticas pedagógicas transformações das experiências dos educandos em reelaboração de uma reflexão do educando consigo mesmo, neste espaço de subjetivação, a escola.

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  2. Professora e colegas, boa noite!
    Senti falta de vocês...
    Peço licença para postar, antes do meu comentário, um pouco da biografia de Foucault.
    Precisei localizá-lo na história...


    Foucault: "Não me pergunte quem sou e não me diga para permanecer o mesmo".

    Nasceu em uma família tradicional de médicos.
    Frustrou as expectativas de seu pai, cirurgião e professor de anatomia
    Interessou-se por história e filosofia. Apoiado pela mãe, Anna Malapert.
    Mudou-se para Paris em 1945 e antes de conseguir ingressar na École Normale da rue dŽUlm, foi aluno do filósofo Jean Hyppolite, que lhe apresentou à obra de Hegel.

    Temperamento fechado, pessoa solitária, agressiva e irônica.
    Em 1948, após uma tentativa de suicídio, iniciou um tratamento psiquiátrico. Em contato com a psicologia, a psiquiatria e a psicanálise, leu Platão, Hegel, Marx, Nietzsche, Husserl, Heidegger, Freud, Bachelard, Lacan e outros, aprofundando-se em Cant, embora criticasse a noção do sujeito enquanto mediador e referência de todas as coisas, já que, para ele, o homem é produto das práticas discursivas.

    Licenciou-se em Filosofia na Sorbone e no ano seguinte formou-se em psicologia. Em 1950 entrou para o Partido Comunista Francês, mas afastou-se devido a divergências doutrinárias.

    Em 1952 cursou o Instituto de Psychologie e obteve diploma de Psicologia Patológica. Lecionou psicologia e filosofia em diversas universidades, de diversos países e trabalhou durante muito tempo como psicólogo em hospitais psiquiátricos e prisões.

    Viajou o mundo fazendo conferências. Conviveu com intelectuais importantes como Jean-Paul Sartre, Jean Genet, Canguilhem, Gilles Deleuze, Merlau-Ponty, Henri Ey, Lacan, Binswanger, etc.

    Aos 28 anos publicou "Doença Mental e Psicologia" (1954), mas foi com "História da Loucura" (1961), sua tese de doutorado na Sorbone, que ele se firmou como filósofo, embora preferisse ser chamado de "arqueólogo", dedicado à reconstituição do que mais profundo existe numa cultura - arqueólogo do silêncio imposto ao louco, da visão médica ("O Nascimento da Clínica", 1963), das ciências humanas ("As Palavras e as Coisas", 1966), do saber em geral ("A Arqueologia do Saber", 1969).

    Esteve no Brasil em 1965 para conferência à convite de Gerard Lebrun, seu aluno na rue d'Ulm em 1954.
    Deixou inacabado seu mais ambicioso projeto, "História da Sexualidade", que pretendia mostrar como a sociedade ocidental faz do sexo um instrumento de poder, não por meio da repressão, mas da expressão. O primeiro dos seis volumes anunciados foi publicado em 1976 sob o título "A Vontade de Saber".

    Várias vezes esteve no Brasil, onde realizou conferências e firmou amizades. Foi no Brasil que pronunciou as importantes conferências sobre "A Verdade e as Formas Jurídicas", na PUC do Rio de Janeiro.

    Os Estados Unidos atraíram Foucault em função do apoio à liberdade intelectual e em função de São Francisco, cidade onde Foucault pode vivenciar algumas experiências marcantes em sua vida pessoal no que diz respeito à sua homossexualidade. Em 25 junho de 1984, em função de complicadores provocados pela AIDS, Foucault morreu aos 57 anos, em plena produção intelectual.

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  3. Tecnologias do Eu e Educação

    “O homem é um animal que se auto-interpreta” (pág41)

    Partindo dessa premissa, as práticas pedagógicas deixam de ser simplesmente fragmentos de conhecimentos, pois o homem é capaz de elaborar, reelaborar e refletir sobre a sua relação consigo mesmo.
    Assim, da para pensar em educação de várias formas, porque há um novo olhar para o sujeito, há o rompimento com a velha forma de concebê-lo como depositório. O sujeito é dotado da capacidade de aprender, bem como de atuar na prática educativa cotidiana.
    Já vimos que a escola é um lócus de poder e saber. Já vimos, também, que ela pode se tornar um lugar perigoso. Pode ter um disciplinamento “benevolente” e “eficiente” para com seus professores e alunos e, com isso, aumentar o domínio auto limitador da normalidade ou da marginalização. O sujeito obediente, produto e produtor dessa realidade fabricada, ganha hierarquias que surgem a partir de operações disciplinares e ampliam a superfície do poder. E isso colabora para produzir um sujeito segmentado. O sujeito torna-se mais visível, e a visibilidade é a medida de um poder que se move com o objetivo de disciplinar.
    Como diz Foucault, “Todo sistema de educação é uma maneira política de manter ou modificar a apropriação dos discursos, com os saberes e poderes que eles trazem consigo.”

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  4. Este comentário foi removido pelo autor.

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  5. Marcos Henrique
    Curso de História da Cultura Afro.
    Prof. Norma
    Texto de Jorge Lorrosa.




    TECNOLOGIA DO EU


    A educação da base e sustentabilidade contribui para o desenvolvimento psicossocial humano podendo e ajuda as pessoas terem condições de adquirir conhecimentos teóricos e experiência prática, ela é capaz de fornecer condições ao individuo dando possibilidade de refletir, uma vez que carrega em si a subjetivação de elementos psicológicos.
    O sujeito pleno é aquele que se conhece e reconhece o próximo, com um olhar educacional ele é capaz se projetar e também ter a possibilidade de posicionar no meio social. Através da experiência educacional ele se qualifica podendo ter ferramenta para contribuir e transformar seu meio social, cultural e educacional, desta forma o sujeito pleno passa a ser um mediador, contribuindo e sendo protagonista social, e a medida que realiza as investidas na sociedade os seus conhecimentos são repassados e as ações que realizam transforma o meio que se encontra.
    A todo o momento o sujeito é instigado e seus sonhos e objetivos, são refeitos e fortalecidos, ele desenvolve a capacidade de refletir isso da a possibilidade de avaliar a vida e os resultados, podendo observar os pontos fortes e fracos.
    O sujeito sadio é aquele que é permeável, se deixa construir e moldar diariamente, a educação fornece conhecimentos e dá a possibilidade de obter a percepção podendo assim construir elementos que contribuem para a criação e desenvolvimento da personalidade.
    A personalidade é um processo natural da identidade do homem, mas ela é moldada e construída, sendo influenciada pela sociedade, desta forma a educação escolar, o convívio, familiar e a integração em um grupo contribuem para a formação da personalidade. O educador é um instrumento fundamental para ser protagonista da formação da personalidade, ele é um mediador da construção dos valores humanos.
    A sociedade vive em um eterno sistema de transformação, desta forma é viável que sejamos maleáveis, podendo educar através de instruções sociais e pedagógicas e nos relacionar no meio social que nos encontramos. Os encontros, as relações sociais e educacionais, favorecem o crescimento humano uma vez que nas reuniões, as pessoas, possuem potencialidade para criar, discutir melhorias e criar mudanças favorecendo no crescimento pessoal de cada indivíduo.
    Nada acontece, nada muda se o ser humano não fizer acontecer, para tal ele precisa estar sempre motivado, ou instigado para realizar as mudanças e transformações em seu meio. O meio social fornece elementos que contribui para a criação da identidade e cada local possui uma especificidade que o distingue dos demais e este é constituído pelos valores das pessoas que ali freqüenta.
    A sociedade cria normas, políticas e valores educacionais e culturais, desta forma temos grupos, classes sociais que são tidos como excluídos, conhecidos como desviantes das regras normalizadas. Estes trabalham e lutam para perpetuar sua identidade e através de movimentos, mobilizações na sociedade buscam inserir. Estes conhecidos como movimentos de Gays, e movimentos de feministas.

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