segunda-feira, 2 de maio de 2011

Foucault e a educação

Olá pessoal.
quarta-feira discutiremos o texto Foucault e a educação. por favor, postem os seus comentários previamente.
bom trabalho.
até quarta.

4 comentários:

  1. Foucault e Educação: Fascinantes Desafios


    “Se o poder e a verdade estão ligados "numa relação circular", se a verdade existe numa relação de poder e o poder opera em conexão com a verdade, então todos os discursos podem ser vistos funcionando como regimes de verdade.”

    Desenvolvendo essa noção, Foucault (1980) tem seu regime de verdade, sua "política geral" de verdade: os tipos de discurso que aceita e faz funcionar como verdadeiros; o status daqueles que estão encarregados de dizer o que conta como verdadeiro.
    O gestor de uma escola, por exemplo, acredita que possui o gerenciamento da verdade educacional ou, pensa que isso lhe é atribuído. Carrega consigo essa função.
    A ideologia e o quadro de valores dos dirigentes e dirigidos de uma escola vincula-se ao modo como o poder é exercido e afeta as relações de trabalho.
    O processo administrativo-pedagógico, será mais ou menos centralizado, democrático ou participativo dependendo do perfil ideológico dos gestores e/ou professores da instituição.
    As relações de poder dentro das escolas constituem palcos para a geração de conflitos, resistência e perda de valor referencial.
    Papert, (2008) diz: “ É preciso tornar o estudante sujeito do processo de aprendizagem, não o objeto”. “ É muito difícil para um professor perceber as reais dificuldades de seus alunos. Tentando “apressar” o “aprendizado” acaba não permitindo, muitas vezes, que os alunos utilizem-se dos seus próprios meios de pensar”.
    O autor do texto que lemos nos diz, na página 16, que práticas educacionais supostamente libertadoras não têm nenhum efeito garantido. Mas, na página 17, diz que devemos olhar outra vez para os mecanismos de nossas instituições educacionais, questionar a verdade de nossos próprios e cultivados discursos, examinar aquilo que faz com que sejamos o que somos, porque tudo isso abre possibilidades de mudança.
    Que bom que existe um caminho....
    Palavras-chave, deste texto, que ficaram para mim: humildade e reflexão.

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  3. Marcos Henrique
    Prof. Dra Norna
    Texto de Tomas Tadeu da Silva
    Estudo Faucaultianos



    O SUJEITO DA EDUCAÇÃO



    Quando há um discurso, estamos cometendo um resumo de verdades essas verdades são pautadas na educação que foram colocadas e legitimadas em nossa vida ela vêm com o conjunto de normas, valores, regras, leis e políticas, essas adquiridas através de nossa vivências na sociedade.
    Ao refletir um regime, uma norma, e uma forma de educação, criamos novas possibilidades diferentes daquelas que foram dadas ou apresentadas, porque temos a oportunidade de adquirir e ampliar nossos conhecimentos, esse fato acontece diariamente e é obtido através de nossas vivências no meio social.
    A educação está constituída para avaliar e auto-avaliar, ela serve para construir os valores e as regras sociais. A inclusão educacional é um conceito que posicionamos com maior ou menor aceitação, de tal maneira que nos dá a possibilidade de obter um olhar de acolhimento, de libertador ou até um olhar de opressor e recusador. De acordo com FOUCALT historicamente a experiência de um sujeito é construída quando ele observa, decifrar e interpreta, analisando e fazendo juízo de si próprio.
    A autoridade na educação, permite que se criemos normas e isso dificulta os indivíduos a desenvolver a criatividade evitando assim a cair num possível confronto aos regulamentos do sistema normativos.
    Realizar atividades diferentes criadoras e libertadoras pode ser um fator contra o regime organizacional, para tal o sistema organizacional da sociedade cria ações punitivas contra os possíveis infratores. Ao expor uma aceitação as normas, fazem com que levamos a criar uma aceitação evitando um conflito isso faz com que sejamos educados e aceitos socialmente.
    As leis sociais ensinam os indivíduos a conhecer as regras, estas quando são praticadas e aceitas, introduz as pessoas no meio social dando como recompensa a obtenção e aceitação. As normas sociais praticadas regularmente, faz com que o indivíduo incorpore em sua vida e no seu meio social.
    A educação moral é a classificação de valores sociais que o individuo adquire com a educação, ele cria em si um domínio moral e dispõem de atitudes e olhares, estes regidos por conceitos que devem seguir, ao regularizar um padrão de comportamento social, contribuímos para as pessoas adquirirem valores capazes de auto-vigiar. A auto-disciplina serve com escudo para não deixar as pessoas cair em descrença, desta forma a vigilância própria contribui para uma educação social, onde sempre estaremos evitando a cair na descriminação e evitando a ter comportamento anti-social.
    O auto conhecimento é obtido através da interpretação de si e dos valores sociais que estamos inseridos, isto faz com que tenhamos maior compreensão das regras e do sistema da sociedade. A tomada de consciência nos permite a jogar com as normas e as medidas comportamentais são realizadas de acordo com a situação em que estamos inseridos desta forma podemos nos comportar sem cair em descrédito social.
    A conduta realizada pelas pessoas, demonstra o nível intelectual e educacional que ela possui, subjetivamente criamos um poder de controle disciplinador, este é invisível e inconsciente, ele está subjetivado porque o individuo se sujeita auto disciplina enquadrando as normas sociais, desta forma pode se afirmar que as normas educacionais e sociais contribuem para a construção de uma sociedade e da identidade do indivíduo.

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  4. Renata B. Araújo
    FOUCAULT E EDUCAÇÃO: FASCINATES DESAFIOS.
    Diante aos discursos é que são construídos os regimes de verdades, relacionando com o poder-saber e o poder disciplinar. Nota que historicamente essas verdades surtiram efeitos dramáticos e opressores, que para Foucault a “verdade” está circularmente ligada a sistemas de poder que a reproduzem e a apóiam, ditos nos discursos dominantes e dominadores.
    Segundo o autor cada sociedade tem seu regime de verdade, sua “política geral” de verdade, e os tipos de discursos que aceitam e faz funcionar como verdadeiros dogmas.
    Desta forma Foucault estabelece que poder e saber não são idênticos. Faz uma analogia inversa aos paradoxos destes conceitos, a qual o poder funciona de forma negativa e a verdade a qual identifica como saber sobrepuja a dominação do poder repressivo.
    O poder na educação para Foucault não está somente nas mãos dos professores, mas os alunos, os pais, os administradores e o governo exercem também esse poder nas escolas. Segundo seus pressupostos deve considerar a escolarização uma visão renovada, mais atenta a “micro-práticas” do poder nas Instituições Educacionais. Daí me remete os projetos advindos das iniciativas privadas, as organizações não governamentais e as iniciativas governamentais como ex: Amigos da Escola e outros que mobilizam não somente alunos e professores, mas de uma maneira geral a comunidade em que está inserida. Concordo com os autores que essa responsabilização de poder é demasiadamente errônea no sentido de identificar somente um soldado no combate da linha de frente e não proferir sobre o batalhão inteiro ou a respeito do capitão que norteia ou traça as estratégias da equipe para um objetivo comum.
    Nesta perspectiva que Foucault emerge sua preocupação com a forma de governo, refere não apenas nas estruturas políticas ou administrativas dos Estados, mas a forma qual a conduta dos indivíduos ou grupo podia ser dirigida, assegurando que governo neste sentido, é estruturar o campo possível de ação de outros. Deste argumenta duas formas dicotomizadas de governo sendo uma, as formas modernas de governo que revelam uma mudança do poder soberano (aberto, visível) localizado na monarquia e a outra o poder disciplinar (invisibilidade) através das tecnologias normalizadoras do eu. Este desígnio de poder é ilustrado pelo Panóptico de Bentham, que nada mais significa uma observação total, uma tomada integral por parte do poder disciplinador da vida de um indivíduo. Tornando um indivíduo internalizado.
    Em analogia a escola e a educação formal Foucault remete que estes exercem um papel no crescimento do poder disciplinar e nas semelhanças dos Institucionalizados articuladas como as prisões, manicômios, quartéis, escolas que enfocam seus estudos sobre os mecanismos que constroem as instituições e experiências institucionais e não sobre as pessoas no interior dessas instituições. Estudando os confinamentos observou que o processo pedagógico corporifica relações de poder entre professores e aprendizes e nesse refere aos atores da educação institucionalizada em contra partida há outras relações pedagógicas como pais e filhos e escritores e leitores.
    Porém a autora defende que não existem práticas pedagógicas inerentemente libertadoras ou repressivas, qualquer prática é cooptável sendo capaz de tornar-se uma fonte de resistência. Um exemplo é as práticas pedagógicas progressistas dispondo as carteiras em círculo que abre a possibilidade de que todo estudante manifeste sua opinião e de que seja ouvido e também expõe o estudante mediante algumas particularidades.
    Portanto os autores concluem que os regimes de verdade não são necessariamente negativos, mas, antes necessários, pois o saber e o poder estão freqüentemente ligados de forma produtiva. Que o conceito de regime de verdade como uma tecnologia do eu, estimula a sermos mais humildes e reflexivos em nossas justificativas pedagógicas.

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